“As Sessões” é basicamente um filme sobre a superação humana diante das limitações e barreiras da vida. O filme conta a história de Mark O’Brien que aos seis anos de idade contraiu poliomielite e desde então perde a capacidade de se movimentar do pescoço para baixo e necessita de uma enorme aparelhagem para garantir sua sobrevivência. O diferencial desse filme independente é que o diretor e roteirista Ben Lewin não tenta fazer um filme para dar a sensação de falsa compaixão ou de pena e cria uma estrutura narrativa bem leve e com alguns toques de comédia e o roteiro também não tenta manipular as emoções do espectador mantendo o mesmo curso narrativo durante todo o filme.
Baseado em fatos reais o filme
começa com uma rápida introdução mostrando O’ Brien (John Hawkes) entrando na
universidade e depois corta para ele já adulto e trabalhando como jornalista e
poeta até que um dia ele recebe a proposta de escrever um artigo sobre a vida
sexual de pessoas com deficiência e de repente ele se vê em um entrave, ele é
virgem. Entre as primeiras pesquisas e entrevistas para o artigo ele conhece a
terapeuta sexual Cheryl (Helen Hunt) que vai ensiná-lo sobre consciência
corporal e iniciá-lo na vida sexual. Criado dentro do catolicismo ele divide
suas ânsias e intimidades com o padre Brendan (William H. Macy) que juntamente
com seus dois ajudantes se tornam os amigos mais freqüentes na vida dele. O
filme então passa a retratar as sessões (que a terapeuta explica, são
limitadas) de sua jornada de descoberta sexual sem jamais querer transformar
isso em algo constrangedor ou ridículo, tratando toda a situação com muita
simplicidade e naturalidade.

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